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Como validar um documento médico digital: o passo a passo

Três checagens independentes — LoopMed, Mevo e ITI — para confirmar se o documento é original e se a assinatura do médico é autêntica.

11 min de leitura · Revisado por Dra. Daiana F. F. Ramos · CRM/AC 3646 · Atualizado em 9 de setembro de 2026

Resposta direta

Com o PDF original em mãos, qualquer pessoa — paciente, RH ou farmácia — confere a autenticidade em três camadas: o validador da LoopMed (CPF de quem consta no documento + token acima do QR code), o validador da Mevo (só o token) e o validador do ITI (anexando o arquivo para checar a assinatura digital ICP-Brasil do médico).

O PDF chegou no celular, no e-mail ou no WhatsApp. Antes de entregar ao RH, mostrar na farmácia ou simplesmente confiar, vale conferir se aquele arquivo é o original — e se a assinatura do médico é de verdade. Não precisa ligar para ninguém: com o documento original, a checagem é pública, leva poucos minutos e não depende da palavra de quem emitiu.

Este texto é o passo a passo. Serve para o paciente, para o RH que recebeu o atestado de um colaborador e para a farmácia que vai dispensar a receita.

O que você precisa ter em mãos antes de começar

A validação parte do documento original em PDF, o mesmo arquivo que saiu da consulta. Foto recortada, print só do miolo ou PDF regravado em outro programa podem quebrar a assinatura digital e impedir a checagem.

No arquivo da LoopMed, procure estes três elementos, todos no próprio PDF:

  • Token de validação, no topo, acima do QR code. É o código único daquele documento.
  • QR code de verificação, logo abaixo do token. A câmera do celular abre o validador da LoopMed.
  • Identificação do médico (nome e CRM) e identificação do paciente (nome e, em geral, CPF), no corpo ou no rodapé.

Token de validação no topo de um documento médico digital da LoopMed, acima do QR code

Sem o token, os dois primeiros validadores não funcionam. Sem o PDF original, o terceiro — o do governo — também não. Por isso o ponto de partida é sempre o arquivo completo, não um recorte.

Atestado, receita e pedido de exame da LoopMed seguem o mesmo caminho de validação. O que muda é só o uso depois: o RH olha o atestado, a farmácia olha a receita, o laboratório olha o pedido. A autenticidade se prova do mesmo jeito nos três.

Como as três checagens se complementam

Não é um validador “oficial” e dois opcionais. São três camadas independentes, cada uma respondendo a uma pergunta diferente:

Camada Onde O que você informa O que ela prova
Plataforma loopmed.com.br/validar-documento CPF de quem consta no documento + token acima do QR code Aquele documento existe na LoopMed e pertence a essa pessoa
Emissão r.mevosaude.com.br Token do documento O arquivo está registrado no sistema que o emitiu (Mevo)
Assinatura validar.iti.gov.br O PDF original anexado A assinatura digital do médico é ICP-Brasil e o arquivo não foi alterado depois de assinado

Se só a primeira der certo e o ITI recusar a assinatura, o documento não está inteiro. Se o ITI aceitar a assinatura mas a LoopMed não achar o token, algo no arquivo não bate com o que foi emitido. As três juntas é que fecham o ciclo.

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1. Validador da LoopMed: CPF + token

Endereço: loopmed.com.br/validar-documento

Esta é a checagem da plataforma. Ela confirma que aquele token existe, que o documento foi emitido depois de uma consulta e que o CPF informado é o da pessoa identificada no PDF.

Qual CPF usar

O campo do site pede o CPF do paciente — na prática, o CPF de quem está no documento.

  • Se você é o paciente, use o seu.
  • Se você é do RH conferindo o atestado de um colaborador, use o CPF do colaborador, o mesmo que aparece no PDF. Não use o CNPJ da empresa nem o CPF de quem está digitando, se for outra pessoa.

Token certo com CPF de outra pessoa não valida. É de propósito: impede que um código vazado seja conferido solto, sem amarrar o documento a quem ele nomeia.

Onde copiar o token

Abra o PDF. No topo, acima do QR code, está o token de validação. Copie o código inteiro, sem espaço a mais no começo ou no fim. O validador da LoopMed trata o token em letras maiúsculas — se você colar em minúsculas, o sistema ajusta.

Se o QR code estiver nítido, a câmera do celular também leva à mesma página. Ainda assim o formulário pede CPF e token: o QR é atalho de endereço, não substituto dos dois campos.

O passo a passo na tela

  1. Abra loopmed.com.br/validar-documento no navegador.
  2. No campo CPF do Paciente, digite o CPF de quem consta no documento, só números ou já formatado.
  3. No campo Token de Validação, cole o código que está acima do QR code.
  4. Envie. Em segundos o site responde.

Se o documento for autêntico, a tela mostra os dados de conferência: nome do paciente parcialmente oculto, CPF parcialmente oculto, nome do médico, CRM, data de emissão e o tipo de documento (atestado, receita, pedido de exame). A partir daí o próprio resultado oferece os atalhos para a Mevo e para o ITI — os dois próximos passos deste texto.

Se a tela disser que o documento não foi encontrado, volte ao PDF: confira o CPF, confira o token, tente de novo. Persistindo o erro com o arquivo original, siga para a Mevo e para o ITI antes de concluir qualquer coisa. Uma camada sozinha não fecha a conta.

2. Validador da Mevo: só o token

Endereço: r.mevosaude.com.br

A Mevo é o sistema por onde o documento médico digital da LoopMed é emitido. O validador dela não pede CPF: pede o token do documento. É a segunda camada — independente da primeira.

Por que essa checagem existe

A LoopMed confirma que o documento está na plataforma. A Mevo confirma que o mesmo token está no sistema de emissão. Se alguém montou um PDF parecido, sem passar por essa emissão, o token não existe lá. Por isso as duas checagens não se repetem: uma olha a plataforma, a outra olha a origem do arquivo.

O passo a passo

  1. Abra r.mevosaude.com.br.
  2. Informe o mesmo token que está no topo do PDF, acima do QR code.
  3. Confira o retorno: o sistema deve reconhecer o documento associado àquele código.

Se você já passou pelo validador da LoopMed e o resultado veio positivo, a própria tela oferece o botão Validar na Mevo, com o endereço já montado. Pode usar esse atalho ou digitar o token direto no site da Mevo — o destino é o mesmo.

Se a LoopMed achou o documento e a Mevo não, ou o contrário, pare. Peça o PDF original de novo e repita as duas checagens. Divergência entre as duas camadas é motivo para não aceitar o arquivo até esclarecer.

3. Validador do ITI: o PDF original, para a assinatura do médico

Endereço: validar.iti.gov.br

O ITI é o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, o órgão do governo federal que opera a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira — a ICP-Brasil. Esta checagem não usa token nem CPF. Ela lê a assinatura digital que está dentro do arquivo.

É a camada que responde à pergunta que RH e farmácia mais fazem: essa assinatura é de um certificado de verdade, ou é uma imagem colada no PDF?

O que a ICP-Brasil garante

A assinatura com certificado ICP-Brasil, prevista na Medida Provisória 2.200-2/2001, amarra o conteúdo do arquivo à identidade eletrônica de quem assinou. Se alguém alterar uma data, um nome ou um período depois da emissão, a assinatura deixa de bater. Uma rubrica escaneada, um recorte de assinatura ou um carimbo desenhado no PDF não passam nessa checagem.

Todo documento emitido pela LoopMed sai assinado assim. O CRM do médico continua conferível no portal do CFM — essa é outra verificação, de registro profissional, e não substitui o ITI.

O passo a passo

  1. Guarde o PDF original no computador ou no celular. Não converta para imagem, não “imprimir para PDF” de novo, não abrir no editor e salvar como outro arquivo: isso pode invalidar a assinatura.
  2. Abra validar.iti.gov.br.
  3. Anexe o documento original para a checagem da assinatura do médico.
  4. Leia o resultado: o validador indica se a assinatura é válida, se o certificado é ICP-Brasil e se o arquivo permanece íntegro desde que foi assinado.

Se o ITI não reconhecer assinatura no arquivo, aquele PDF não tem validade jurídica de documento eletrônico assinado — mesmo que o visual pareça de atestado ou receita. Nesse caso, não aceite. Peça o original de novo a quem apresentou.

A tela de resultado da LoopMed também oferece o atalho Validar no ITI (gov.br). Ele só abre o site do governo: o arquivo ainda precisa ser anexado por você, porque o ITI lê o PDF, não o token.

O que cada resultado permite concluir

Depois das três checagens, o quadro fica objetivo:

  • As três passaram. O documento existe na LoopMed, está na Mevo e a assinatura ICP-Brasil do médico está íntegra. É o cenário em que RH e farmácia podem seguir com o uso normal do arquivo — atestado para afastar, receita para dispensar, pedido para o laboratório.
  • LoopMed e Mevo passaram, ITI falhou. O token existe, mas a assinatura do arquivo que você tem não fecha. O PDF provavelmente não é o original, ou foi regravado. Peça o arquivo de novo e repita o ITI.
  • ITI passou, LoopMed ou Mevo falhou. A assinatura digital de alguém está no PDF, mas aquele token não bate com o documento na plataforma. Não aceite só pela assinatura: o conteúdo precisa ser o que foi emitido na consulta.
  • Nenhuma passou. Não há o que aproveitar naquele arquivo.

Nenhuma dessas telas substitui a avaliação clínica. Elas só respondem se o documento é autêntico. Quem decide se cabia atestado, receita ou pedido de exame foi o médico, na consulta — nunca a plataforma, nunca o validador.

Conferências extras que ainda valem a pena

Além das três camadas, duas checagens rápidas fecham a leitura do arquivo:

Selo no próprio PDF. Aberto num leitor confiável, o documento assinado com ICP-Brasil mostra o painel de assinatura. Se o leitor avisar que a assinatura é inválida ou que o arquivo foi modificado, o ITI deve dizer o mesmo.

CRM no portal do CFM. Nome e número de CRM estão no rodapé do documento. No portal de busca de médicos dá para ver se o registro está ativo. Essa checagem não prova o PDF; prova o profissional. O detalhe de como ler CRM e o que não é assinatura digital está em Como saber se o médico online é de verdade?.

Se você é do RH

O caminho é o mesmo do paciente, com um cuidado só: o CPF digitado no validador da LoopMed é o CPF do colaborador que consta no atestado, não o seu e não o da empresa. Token acima do QR code, depois Mevo, depois ITI com o PDF original.

A empresa pode exigir documento completo — identificação do médico com CRM, identificação do paciente, período, assinatura digital. Não pode recusar só porque a consulta foi por chat: a Lei 14.510/2022 equiparou o ato de telessaúde ao presencial. O passo a passo trabalhista está em Atestado médico CLT e a base legal, em Atestado médico online é válido?.

Mostre o resultado das três telas junto com o PDF. Na prática, a dúvida de autenticidade acaba ali, sem precisar ligar para a LoopMed.

Se você está na farmácia

A receita digital vale em qualquer farmácia do Brasil quando a assinatura é ICP-Brasil. O farmacêutico pode:

  1. Ler o QR code ou abrir loopmed.com.br/validar-documento com o CPF do paciente e o token.
  2. Conferir o mesmo token em r.mevosaude.com.br.
  3. Se ainda houver dúvida sobre a assinatura, anexar o PDF em validar.iti.gov.br.

Não é obrigatório imprimir. O PDF no celular basta, desde que token, QR code e assinatura estejam visíveis. O que a farmácia recusa por desconhecimento do formato digital se resolve mostrando as três telas. Recusa por arquivo incompleto ou assinatura inválida é outro caso: aí o documento realmente não deve ser dispensado. Os detalhes de balcão estão em Receita médica online é válida na farmácia?.

O que a validação não substitui

Validar o PDF não cria atestado, não cria receita e não altera o que o médico decidiu na consulta. Também não substitui prontuário, não substitui perícia do INSS e não transforma um arquivo adulterado em documento válido.

O que ela faz — e é o suficiente para o uso cotidiano — é responder, em público e em minutos, se aquele arquivo é o que a LoopMed emitiu, se ele está na Mevo e se a assinatura do médico continua de pé. Com o original na mão, as três respostas estão nos três endereços deste texto.

O que a consulta online não resolve

A consulta pelo chat da LoopMed é indicada para avaliação clínica de quadros comuns e não urgentes. Em caso de emergência — dor no peito, falta de ar intensa, sangramento não controlado, perda de consciência ou sinais de AVC — não espere uma consulta online: ligue para o SAMU (192) ou procure o pronto-socorro mais próximo imediatamente.

Perguntas frequentes

Qual CPF eu uso no validador da LoopMed?

O CPF de quem está identificado no documento. Se você é o paciente, é o seu. Se você é do RH conferindo o atestado de um colaborador, é o CPF dele, o mesmo que aparece no PDF — não o da empresa nem o de quem está digitando.

Onde fica o token de validação?

No topo do PDF, acima do QR code de verificação. É um código curto, único daquele documento. Sem o PDF original, não dá para validar — print recortado ou foto sem o topo não serve.

As três checagens substituem umas às outras?

Não. Cada uma prova uma coisa diferente. A LoopMed confirma que o documento existe na plataforma e bate com o CPF. A Mevo confirma o registro no sistema que emitiu o arquivo. O ITI confirma que a assinatura digital do médico é ICP-Brasil e que o PDF não foi alterado depois de assinado. Juntas, as três fecham o ciclo.

O QR code serve para validar?

Serve como atalho: apontar a câmera do celular para o QR code do documento abre a mesma página de validação da LoopMed. Ainda assim é preciso informar o CPF e o token. Se o QR não ler, use o endereço loopmed.com.br/validar-documento digitado no navegador.

A farmácia ou o RH precisa ligar para a LoopMed?

Não. Os três validadores são públicos e imediatos. Basta ter o PDF original. Ligar para a plataforma só faz sentido se alguma das três checagens falhar com o arquivo original em mãos.

O que fazer se o validador da LoopMed não encontrar o documento?

Confira se o CPF é o de quem está no PDF e se o token foi copiado inteiro, sem espaço a mais. Se ainda assim não achar, tente a Mevo com o mesmo token e o ITI com o arquivo. Se as três falharem, o documento não deve ser aceito — peça o PDF original de novo a quem apresentou.

Uma imagem da assinatura do médico, colada no PDF, vale?

Não. Imagem colada não é assinatura digital. O que vale é o certificado ICP-Brasil, que o validador do ITI consegue ler no arquivo original. Se o ITI não reconhecer assinatura no PDF, aquele documento não tem validade jurídica de assinatura eletrônica.

Posso validar só com uma foto ou um print da tela?

Não com segurança. O validador da LoopMed e o da Mevo pedem o token, que fica no topo do PDF. O do ITI precisa do arquivo original, não de uma foto. Sem o PDF completo, a checagem fica incompleta.

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